domingo, 25 de dezembro de 2011

'Hoje nasceu para vós um Salvador'

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O dia e a liturgia de Natal é toda iluminada.

Segundo o Missionário Redentorista, padre Luiz Carlos de Oliveira, nesse período celebramos a vinda de Cristo na carne, nossa humanidade.

“Ele veio da parte do Pai para nos comunicar Seu segredo. Por isso a carta aos Hebreus escreve: “Muitas vezes e de muitos modos Deus outrora falou aos nossos pais pelos profetas; nestes dias, que são os últimos, falou-nos por meio do Filho”, afirmou.

O sacerdote ainda nos ajuda a refletir por que o filho de Deus nasceu assim.

“Por que nascer assim tão pobre? O presépio é bonito. Tentemos ver o que era a realidade: Um restinho de gente, deitado num cocho, animais, simplicidade. Para nós é miséria. Melhor ouro. E que diferença faz para Deus? Deus o fez assim para que não houvesse nenhum obstáculo ao acolhimento. Nasceu do mundo dos pobres que eram quase a totalidade. Foi alistado como cidadão do mundo, no grande império romano, na Judéia. Jesus de Nazaré foi fichado como filho de José e Maria. ‘Como é o nome de seu filho’? Perguntaram: José respondeu: “Jesus!” Oculto o Filho de Deus no véu da carne. Jesus está na fila dos carentes de respeito, de vida, de amor. Ele veio para queimar as botas de assalto do inimigo do homem e queimar as roupas manchadas de sangue de tantas feridas (Is 9,4)”, afirmou.

Como são belos os pés que anunciam a paz! – Em um de seus artigos, padre Luiz Carlos de Oliveira menciona que os pastores foram acordados pela luz e animados pelos cantos de Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens e mulheres por ele amados.

“O Natal tem o sabor da paz e da amizade, da alegria, da troca de presente. Foi o que Deus fez conosco: “Acolhei, ó Deus, a oferenda da festa de hoje, na qual o céu e a terra trocam os seus dons, e dai-nos participar da divindade daquele que uniu a vós nossa humanidade” (oração das oferendas). Estamos em paz com Deus”, acrescentou.
 
O Missionário Redentorista ainda acrescenta que no presépio vemos o pequeno príncipe que ousou obedecer.

O presépio nos encanta e emudece diante da frase: aqui o Verbo se fez carne. A reação diante do nascimento de Jesus é o silêncio amoroso. Basta olhar. Todos viram a luz. Luz que é alegria, libertação da opressão. A luz nos faz buscar um novo modo de vida. Uma nova luz brilhou. Acolhemos uma pessoa. Vendo a humanidade, contemplamos a divindade.

“A pobreza do presépio é a beleza de Deus. Deus não quis que houvesse obstáculo ao acolhimento, por isso o faz pobre. Ele faz parte da humanidade. Está na fila dos deserdados que são a maioria”, afirmou.

“Os pastores acordados pela luz são animados pelos cantos de Glória. O Natal tem sabor de paz, amizade, alegria, troca de presentes, como reza a oração das oferendas: Damos a Deus a humanidade e ele nos dá a divindade. Maria é nosso grande presente a Deus no Natal”, concluiu.

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