O Natal não pode ser apenas uma festa capitalista do consumo, pois, a singeleza do presépio fala muito mais de pobreza, doação, renuncia e compromisso com tudo o que a pessoa de Jesus Cristo significa.
Então, assim pensando, o Natal é tempo de reconciliação, com Deus, consigo mesmo, frente aos valores cristãos, muitas vezes esquecidos, com os irmãos e com o mundo criado que Deus nos deu. É tempo de perdão, paz, fraternidade e solidariedade.
Perdoar não é fácil, contudo, é necessário, pois o perdão beneficia a quem perdoa, pois traz a paz ao interior. Viver reconciliado nos faz livres, uma pessoa feliz, pois vive em harmonia com os demais, não guardando qualquer ódio, rancor ou mágoa no coração. E para isso justamente o Deus Menino veio ao mundo: para nos reconciliar, libertando-nos da escravidão do pecado.
Lembremos que Jesus Cristo no suplício da cruz, a mais cruel e dolorosa das penas capitais, perdoou carinhosamente aqueles que nela o pregaram e amou aqueles que não nos são agradáveis, é um mandamento do Senhor: amai vossos inimigos, rezai por aqueles que vos perseguem. Se Jesus nos perdoou e nos reconciliou, por que nós não podemos seguir o seu exemplo? Mais uma vez pensamos que é impossível viver isso, se contarmos apenas com as nossas forças, se pensarmos com a lógica do mundo, que nos ensina desde pequeno que devemos pagar tudo com a mesma moeda. Mas além do seu exemplo, Cristo me dá as forças para realizar essa difícil tarefa de perdoar. Ele sabe que isso é a única forma que eu poderei ser feliz.
Não se pense, todavia, que essa reconciliação deva existir, apenas na época do Natal, mas deve ser marco inicial de uma caminhada, pois importante é dar os primeiros passos e, para isso, a época é muito propícia.
O primeiro comportamento esperado nessa época é reavivar o relacionamento entre as pessoas. Se houver algum atrito ou problema de relacionamento, agora é o tempo propício para perdoar e se reconciliar.
É hora de acolher Jesus e restabelecer as relações interpessoais.
FONTE: www.a12.com




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